21.06.2018
10 ferramentas de negócio seguras para o ambiente corporativo

Segundo a International Data Corporation (IDC), o número de dados gerados dobra a cada ano. A expectativa para 2020 é que mais de 350 zettabytes de dados sejam criados — o que corresponde a uma marca de mais de 35 trilhões de gigabytes, aumentando, assim, uma necessidade de uso de ferramentas de negócio seguras dentro do ambiente corporativo.

Serão justamente esses aparatos que garantirão não só a comunicação entre todos os setores da empresa, mas também a troca de informações, a realização de transações financeiras e demais operações de forma segura. Confira, a seguir, a lista em que reunimos 10 dessas ferramentas!

1. Certificados e assinaturas digitais

O certificado digital é um documento assinado digitalmente por uma autoridade certificadora, que tem o intuito de vincular a empresa a uma chave pública. A assinatura, por sua vez, é uma modalidade de assinatura eletrônica, que utiliza algoritmos criptografados que permitem garantir a segurança e a originalidade do documento que a recebe.

Ambos ajudam a identificar a autenticidade do documento e garantem mais segurança para que os processos de uma empresa, por exemplo, possam ser migrados totalmente para o meio digital. Além disso, colaboram para uma maior eficácia operacional, visto que os meios digitais proporcionam mais agilidade no envio de documentos.

Se esses arquivos ficarem armazenados na nuvem, os gestores poderão analisar os documentos onde estiverem e sem se preocuparem com possíveis ataques. Isso porque a empresa pode se registrar em um portal de assinaturas certificado, sem a necessidade de desenvolver um programa ou plataforma específico para isso.

2. Sistemas criptografados de videoconferência

As videoconferências também merecem uma atenção especial no conjunto de ferramentas de negócio seguras. Por isso, algumas práticas são essenciais, como o desligamento automático de chamadas, a instalação de firewall na plataforma de videoconferência e a autenticação de usuários.

Para que essas práticas sejam potencializadas, é fundamental contar com o sistema criptografado. Ele permite que apenas as pessoas autorizadas tenham acesso à videoconferência — para isso, são necessárias senhas específicas em cada uma das sessões. Consequentemente, os criminosos virtuais terão dificuldade em decodificar informações confidenciais trocadas ali.

3. Cloud computing

Hoje, há várias opções de armazenamento em nuvem — algumas, inclusive, são gratuitas, como o Google Drive, Dropbox e OneDrive. O fato é que indivíduos mal-intencionados podem invadir o sistema sem precisar de senha para realizar os ataques. Isso porque, nesses modelos, é criado um token de senha que fica armazenado e pode ser captado no momento da troca de arquivos.

Sendo assim, principalmente se a sua empresa lida com dados confidenciais, é importante que ela tenha um serviço de cloud computing privada, especialmente, criado para ela. E lembre-se de que é preciso realizar configurações para que o acesso aos dados seja restrito e as informações sejam criptografadas da maneira correta.

4. Android for Work

De acordo com uma outra pesquisa da IDC, cerca de 85% dos dispositivos móveis do mundo utilizam o sistema Android. Tendo em vista a segurança desses aparelhos foi criado o Android for Work, para que as empresas possam gerenciar melhor o seu trabalho por meio do sistema.

Na nova plataforma é possível não só separar dados, mas ter um controle de segurança com o uso de ferramentas padronizadas no gerenciamento dessas informações. Consequentemente, as empresas podem adotar os dispositivos com Android e interligá-los sem comprometer a segurança dos dados.

5. Autenticação de dois fatores

A autenticação de dois fatores é um instrumento usado para adicionar uma camada extra de segurança ao realizar o login, por exemplo, em um sistema de cloud computing. Para isso, é exigido do usuário dois fatores de autenticação, que costuma ser a senha e um código, que pode ser enviado para o e-mail ou por SMS.

Ela é uma barreira para acessos inoportunos que possam ocorrer na rede da empresa, evitando que indivíduos não autorizados acessem informações confidenciais. Aliás, se alguém tentar usar o seu login você recebe uma notificação no seu e-mail com o código, evidenciando que a senha foi descoberta e possibilitando sua troca.

6. VPN como uma das ferramentas de negócio

A Virtual Private Networking (VPN) é uma rede privada virtual que conecta os computadores da empresa para que possam ser realizadas trocas de conteúdos apenas entre eles. Essa é uma ferramenta de segurança, pois a VPN faz a criptografia e codificação de todos os dados a serem compartilhados, que só serão descriptografados quando forem acessados pelo usuário autorizado.

Existem diferentes tecnologias disponíveis de VPN, como a RAS (Remote Access Server), IPSec (Internet Protocol Security) e SSL (Security Socket Layer). Ela faz a autenticação de acessos à rede de internet, por exemplo, protegendo as trocas.

7. DevSecOps

O DevOps é uma prática do mundo da tecnologia dos softwares que visa o desenvolvimento ágil e enxuto das operações de TI. O DevSecOps é uma variação que insere processos de segurança ao DevOps, adicionando recursos de proteção.

Por meio dele a empresa consegue construir aplicações mais resistentes aos ataques, protegendo os dados contidos nesses softwares ainda no início de seus desenvolvimentos.

8. Softwares antivírus

Os softwares antivírus são tradicionais no quesito proteção de informações. Como eles funcionam exclusivamente nas máquinas em que são instalados, é importante que toda a rede da empresa esteja protegida.

O interessante é que a empresa escolha sistemas robustos e que protejam dados provenientes de diferentes fontes, garantindo, assim, mais segurança para as informações.

9. Microssegmentação e visibilidade de fluxo

A partir do momento em que os ataques conseguem acessar o sistema corporativo, eles facilmente se movem pela rede até que a inconformidade seja identificada. Para resolver o problema, a microssegmentação atua com uma proposta de granular o tráfego das informações, criptografando as cargas de trabalho de maneira isolada.

Aliás, essa ferramenta também permite monitorar os fluxos de comunicação, ou seja, segmentar a rede e ainda monitorar movimentações divergentes, protegendo o tráfego de dados pela rede.

10. Detecção e resposta de endpoints (EDR)

O EDR (Endpoint Detection and Response) tem por objetivo reforçar a segurança de acesso à rede local, impedindo tentativas de invasão por usuários não permitidos. Além de detectar os incidentes de segurança, ele impede as ameaças no endpoint, o que leva os dados que circulam pela rede a serem controlados de maneira remota, reparando o sistema para que ele volte ao normal antes do ataque.

A segurança da informação é algo muito discutido no mercado atual. Segundo a consultoria Gartner, estima-se que em 2018 sejam investidos 96 bilhões de dólares em ferramentas de negócio que ajudem a proteger os dados das organizações.

Esperamos que a nossa lista tenha sido esclarecedora e que ajude você a encontrar as ferramentas de negócio mais interessantes e seguras para a sua empresa. Agora, que tal compartilhar esse conteúdo nas suas redes sociais? Assim, você ajuda outros gestores a protegerem os dados de seus negócios!