21.12.2017
Manual rápido da governança de TI

A tecnologia desempenha um papel crucial no ambiente corporativo. Mesmo em setores tradicionalmente analógicos, ferramentas de TI estão ajudando diversos empreendimentos a criar rotinas mais flexíveis, ágeis e com baixo índice de erros.

Para garantir que tudo funcione da forma correta, sem gargalos e de acordo com as necessidades do empreendimento, a empresa pode contar com a política de governança de TI. Ela é moldada por meio de uma série de fatores e, se bem implementada, pode auxiliar a companhia a ter mais competitividade e capacidade de atingir as suas metas de médio e longo prazo.

Confira abaixo como a governança de TI pode colocar a tecnologia em um patamar ainda mais estratégico e assim auxiliar sua empresa a ter mais performance!

O que é governança de TI?

Em linhas gerais, a governança de TI pode ser definida como um conjunto de políticas, regras e indicadores a serem seguidos pelos profissionais que executam as rotinas de manutenção e planejamento da infraestrutura de TI. Tal conceito está relacionado às atividades de organização, definição e regulamentação das normas de aquisição de equipamentos e de segurança, alinhamento de times e demais fatores que possam afetar o desempenho e a integração de sistemas no dia a dia do negócio.

Dessa forma, busca-se integrar a tecnologia a todos os setores e rotinas do empreendimento, reduzindo gargalos e maximizando a capacidade de profissionais solucionarem problemas com agilidade.

Se a governança corporativa tem como objetivo aprimorar a gestão de toda a organização e a integração entre os vários setores, a governança de TI é focada em alçar a tecnologia a um ponto de destaque nas rotinas do negócio, assegurando a disponibilidade de recursos e o alinhamento estratégico do setor com outras áreas da empresa.

Com isso, a infraestrutura de TI é utilizada para agregar valor ao core business da empresa, reduzindo custos e gerando mais performance para todas as áreas.

Em busca de um melhor conjunto de práticas, as políticas de governança de TI podem ser estruturadas a partir das metodologias de gestão. Elas devem ser escolhidas por meio da avaliação do perfil do negócio e das suas necessidades. Assim, o gestor poderá aproveitar ao máximo a capacidade do setor de TI e otimizar a rotina da empresa.

Confira abaixo mais informações sobre o COBIT: uma importante ferramenta para a Governança de TI.

O COBIT (Control Objectives of Information and Related Technology) é um guia de referência para alinhamento da TI com o negócio. Em outras palavras, esse guia suporta a implementação de controles para o ambiente de TI e traduz as necessidades de negócio em ações de tecnologia.

Por meio do COBIT, a empresa terá um conjunto de rotinas muito bem estruturadas para lidar com os seus processos de TI.

O guia é estruturado em cinco domínios:

  • Avaliar, dirigir e monitorar (EDM)
  • Alinhar, planejar e organizar (APO)
  • Construir, adquirir e implementar (BAI)
  • Entregar, servir e suportar (DSS)
  • Monitorar, avaliar e medir (MEA)

Como fazer governança na prática?

A estruturação da política de governança de TI de uma empresa deve ser feita com foco em resultados e na resolução dos principais gargalos do empreendimento. Além disso, a companhia precisa avaliar os seus principais objetivos de médio e longo prazo, de tal forma que as rotinas sejam estruturadas para atingi-los.

A comunicação será um ponto-chave em todos os momentos. É importante que o time de TI seja amplamente envolvido, enquanto a área de segurança de informação participe fornecendo os requisitos de segurança e continuidade. Ao mesmo tempo, as rotinas que forem aplicadas devem ser comunicadas, permitindo que os profissionais possam modificar os seus procedimentos regulares de trabalho de acordo com as novas normas.

Uma boa comunicação também deve ser aplicada para os fluxos internos de trabalho do setor de TI. O gestor deverá garantir que todos os técnicos conheçam as novas regras de gestão e a operacionalização da manutenção e do monitoramento. Assim, eles poderão atuar sempre dentro das normas internas, evitando que a TI tenha um funcionamento alheio às rotinas de compliance.

Métricas e indicadores devem sempre ser avaliados. Eles permitem que a empresa saiba como cada área está funcionando e, ao mesmo tempo, tenha uma visão abrangente sobre todos os serviços existentes. Dessa forma, a política de governança de TI poderá ser modificada e otimizada continuamente.

A política de governança de TI deve sempre ser planejada de acordo com as necessidades da companhia, que integrará a TI aos seus processos internos, agregando valor aos serviços e aos produtos do negócio. Com isso, as rotinas administrativas e operacionais terão uma melhor performance, permitindo que todos os setores atuem de maneira estratégica, com maior flexibilidade e agilidade.

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Colaborou conosco Karen Pires, gerente de infraestrutura e segurança de informações da Vexia, que atua na área há mais de 20 anos. Karen tem experiência em empresas nacionais e internacionais, atendendo a diversos segmentos de negócios e a cenários de TI variados: do full insourcing ao full outsourcing, da infraestrutura on premises a cloud, sempre suportando direta ou indiretamente a Governança de TI.