Felicidade no trabalho é realmente prioridade do RH?

Quantas pessoas você conhece que são realmente felizes em seu trabalho? A verdade é que bastante gente acredita que é normal ser insatisfeito com a carreira, passando constantemente por momentos de tensão, cobrança e estresse. Nesse cenário, a felicidade no trabalho parece utópica. Mas a realidade não precisa ser assim.

Nos últimos anos, o setor de Recursos Humanos vem adotando um papel cada vez mais estratégico. Nesse cenário, por entender que impacta diretamente a produtividade da equipe e os resultados da empresa, a felicidade no trabalho passa sim a ser uma prioridade do RH.

Neste post, você vai compreender por que o RH é responsável pela felicidade da equipe, além de conhecer conceitos e dicas práticas para virar o jogo, tornando os colaboradores mais felizes e satisfeitos. Acompanhe!

Qual o impacto da felicidade no trabalho?

Antes de mais nada, é preciso ter em mente que toda empresa é feita de pessoas. E hoje não é nenhum segredo: o nível de satisfação dos funcionários afeta diretamente uma série de métricas importantes para o negócio — como a produtividade e o turnover.

Colaboradores motivados concluem mais tarefas, são mais comprometidos, cumprem prazos e entregam mais qualidade. Isso sem contar que procuram crescer dentro da empresa, dando ideias, ajudando os colegas, correndo atrás de capacitação e assumindo papéis de liderança.

Por outro lado, se uma pessoa fica infeliz no trabalho, começa a apresentar diversos sinais de desgaste pessoal e profissional, como faltas injustificadas, doenças e problemas de saúde, queda de produtividade, dificuldades de relacionamento, descumprimento de prazos e uma postura acomodada.

Não restam dúvidas, portanto, de que o nível de felicidade no trabalho tem impacto direto nos resultados de qualquer empresa. No fim das contas, afeta os produtos e serviços, o atendimento, a capacidade produtiva e outros diversos fatores, fazendo diferença significativa na lucratividade do negócio. Por essas e outras, buscar maneiras de tornar a equipe mais feliz é sinônimo de sucesso.

O RH é mesmo responsável por isso?

Até agora já ficou claro que a felicidade no trabalho interfere nos resultados de qualquer organização. O detalhe é que, muitas vezes por falta de tempo ou de uma visão estratégica da área de Recursos Humanos, a melhoria do clima organizacional e da satisfação dos colaboradores não é vista como prioridade do setor. Pois chegou a hora de desmistificar o assunto.

Quem é profissional de RH sabe: as atribuições do setor vão muito além do que cabe ao departamento pessoal. Como um verdadeiro aliado da empresa no alcance de suas metas, o RH deve buscar a gestão estratégica de pessoas, aquela que se propõe a criar um elo entre a equipe e os objetivos do negócio. É papel do RH, portanto, garantir que as pessoas estejam aptas (física, emocional e mentalmente) a executar o planejamento definido pelas lideranças da organização.

Nesse contexto, o departamento de Recursos Humanos precisa agir de forma tática, acompanhando tendências, usando as ferramentas necessárias e lançando projetos para melhorar constantemente o clima organizacional.

Como fazer da empresa um ambiente feliz?

Todo trabalhador eventualmente tem dificuldades e frustrações pontuais — afinal, estamos falando de seres humanos. E é claro que o próprio ambiente de trabalho também traz alguns desafios, uma vez que as pessoas ali estão sempre buscando superar seus limites e progredir na carreira.

Contudo, problemas pontuais não impedem nenhum profissional de ser feliz em sua ocupação. O fundamental é que, na maior parte do tempo, as pessoas se sintam motivadas, acolhidas e importantes para o conjunto.

Como o colaborador quer se sentir

As necessidades das pessoas dentro de uma empresa não são tão diferentes do que buscam em suas vidas pessoais. De modo geral, os colaboradores desejam:

  • se sentir acolhidos;
  • ser parte de uma equipe com valores semelhantes aos seus;
  • se sentir parte de algo maior, trabalhando para uma causa;
  • ser ouvidos e compreendidos;
  • ter liberdade para dar ideias e sugestões;
  • ter seus eventuais erros serão perdoados e aceitos, desde que a intenção seja de colaboração.

Que qualidades a liderança deve ter

É papel do RH trabalhar para que os líderes de cada setor tenham uma postura adequada, permitindo que a felicidade seja consequência natural. Nesse sentido, alguns dos principais comportamentos que a liderança deve cultivar são:

  • elogiar acertos e conquistas publicamente, dando os créditos para a equipe;
  • fazer críticas individualmente para não causar constrangimento;
  • ouvir atentamente, aceitando sugestões e colhendo feedbacks periódicos;
  • permitir erros, buscando sempre aprender;
  • incentivar a colaboração e a coletividade.

Que conceitos e ferramentas podem contribuir?

BPM

Sigla para Business Process Management (ou gerenciamento de processos de negócios), o BPM busca sistematizar processos, revelando como as tarefas são executadas e quais melhorias podem ser aplicadas. Com o BPM, a empresa facilita o trabalho de seus colaboradores, tornando-se mais produtiva. Diminui-se assim o desgaste, os erros e os conflitos internos — tudo aquilo que afasta a felicidade do ambiente de trabalho.

Em outras palavras, podemos dizer que uma gestão de processos eficiente contribui fortemente para remover os obstáculos que causam estresse e insatisfação nos funcionários. Dessa forma, abre-se espaço para que a felicidade no trabalho apareça naturalmente, como consequência de uma empresa eficiente e fluida.

Automação de processos

Por meio da automação de processos, a empresa libera os colaboradores de atividades burocráticas e repetitivas, deixando essas tarefas para os softwares e sistemas. Assim, os funcionários ganham oportunidade de atuar de forma mais estratégica e criativa, o que amplia o interesse, o entusiasmo e o sentimento de utilidade, fatores indispensáveis para a felicidade no trabalho.

People Analytics

O conceito de People Analytics pode ser resumido como um processo de coleta, organização e análise de dados referentes ao comportamento dos colaboradores. Basicamente, essa ferramenta mensura os pontos que tornam os colaboradores felizes, produtivos e engajados no ambiente profissional.

Por meio de uma análise cuidadosa, as instituições conseguem compreender o que faz os profissionais ficarem na empresa por mais tempo, quem tem tendência a ser mais bem-sucedido e o que pode ser feito para melhorar a capacidade de liderança. O objetivo de tudo isso é contribuir para a tomada de decisões estratégicas, construindo um ambiente favorável para que cada pessoa desperte seu talento.

Depois de tudo isso, podemos concluir que a felicidade no trabalho é, de fato, uma prioridade do RH. Cabe ao setor, assim, auxiliar os demais gestores a desenvolver um clima organizacional positivo e feliz, buscando melhorias constantes para os colaboradores se sentirem cada vez mais motivados. Com isso, tanto a equipe como a empresa saem ganhando!

Por fim, se gostou deste conteúdo e está pronto para inserir a felicidade no trabalho de seus colaboradores, que tal compartilhar nossas dicas em suas redes sociais?