Como fazer análise financeira das operações da empresa?

Um dos grandes objetivos de todo gestor é melhorar constantemente a eficiência dos processos de negócios. Aumento de performance e redução de custos, por exemplo, são termos bem populares em praticamente qualquer instituição. Entretanto, por mais que exista um acompanhamento diário do volume de produção e das tarefas executadas pelos setores, isso ainda não é suficiente para avaliar com precisão o desempenho da empresa.

Além de monitorar as ações cotidianas, é fundamental fazer uma análise financeira das operações, acompanhando o retorno sobre o investimento (ROI) de cada área. Neste post, vamos mostrar como você pode fazer essa análise, descobrindo assim quais estratégias estão funcionando e quais têm dado prejuízo. Não deixe de ler até o final para ficar por dentro do uso das métricas financeiras!

O que é análise financeira?

Como o próprio nome já sugere, trata-se do acompanhamento e da medição dos custos e retornos de verbas nas operações de um negócio. Mas por mais que pareça óbvio na teoria, a prática não é bem assim. O ideal seria que o custo de operações fosse acompanhado em toda empresa, mas, na verdade, muitos gestores medem somente as despesas, ignorando o retorno que cada uma delas traz.

No fim das contas, pouco importa o custo que uma operação tem. O mais importante é calcular quanto ela gera de retorno para o caixa da organização! Pense bem: mais vale ter um custo alto gerando também um alto retorno que ter baixo custo sem retorno algum. E é aí que entra o conceito de ROI — que veremos a seguir.

O que é ROI?

A sigla vem do inglês, de Return On Investment — ou, em tradução livre, retorno sobre o investimento. Por meio desse indicador, a empresa consegue descobrir qual está sendo seu lucro ou prejuízo com cada investimento feito. O ROI pode ser aplicado em qualquer operação que objetive um retorno futuro, seja em vendas, marketing, RH, capacitação, aquisição de tecnologia, estratégias e assim por diante.

A partir do cálculo desse retorno, torna-se possível identificar quais investimentos estão sendo lucrativos e devem ser ampliados, otimizando-os ainda mais. Os gestores também podem rever aqueles investimentos que estão dando prejuízo, optando por cortar de vez essas ações do planejamento ou fazer mudanças para que se tornem lucrativas.

Para calcular o ROI, basta diminuir o custo da receita, dividindo esse resultado pelo custo. Para ter a porcentagem, multiplique esse total por 100. Simplificando, a fórmula fica assim: [(receita – custo) / custo] x 100.

Nessa equação, a receita corresponde a tudo o que a instituição arrecada graças àquele investimento. Aqui, é importante usar somente o valor da área, do departamento ou da operação escolhida. Para calcular o ROI de marketing digital, por exemplo, é preciso considerar somente as vendas que acontecem por plataformas online — como o site, o aplicativo e as redes sociais.

Já o custo engloba todas as despesas que foram necessárias para viabilizar o investimento. Ainda seguindo com o exemplo anterior, os custos podem incluir ferramentas de marketing, colaboradores especialistas na área, preço de hospedagem do site, anúncios e até despesas com internet.

Ainda dentro dos custos, é importante observar que existem despesas diretas, como anúncios, e indiretas, como o plano de internet e os gastos com funcionários do departamento. Ambas são importantes e devem entrar no cálculo para se ter um diagnóstico fiel.

O que é ROIC e como analisá-lo?

O Return Over Invested Capital (ROIC) ou retorno sobre capital investido é, como o próprio nome sugere, um indicador que ajuda a analisar o retorno de cada centavo investido na empresa. Vale ressaltar que o ROIC inclui não apenas o capital próprio, mas também o capital de terceiros.

Esse indicador oferece uma visão panorâmica do desempenho financeiro da empresa, não permitindo saber especificamente quais ações estão gerando retorno. Sendo assim, o ideal é sempre combinar o ROIC com o ROI para ter dados mais completos.

Para calcular o retorno sobre o capital investido, é preciso contar com 2 demonstrações contábeis: o Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE) e o balanço patrimonial. A partir daí, subtraia os dividendos pagos ao longo do ano do lucro líquido, dividindo a diferença pelo capital investido. A fórmula fica assim: NOPAT / valor contábil do capital investido, com o NOPAT correspondendo ao resultado líquido menos os dividendos.

Como reduzir custos e otimizar investimentos?

Uma das grandes dificuldades ao buscar um ROI positivo é lidar com os custos operacionais. Afinal, muitas atividades acabam tendo despesas indiretas que impactam fortemente na porcentagem final de retorno. Por outro lado, com a evolução das ferramentas de gestão e a integração da tecnologia nos negócios, fica cada vez mais fácil identificar alternativas para reduzir custos operacionais. Confira agora algumas alternativas!

Identifique tarefas repetitivas

Por mais necessárias que sejam, as tarefas repetitivas (como emissão de notas fiscais, pagamentos mensais e inserção de dados em planilhas) acabam tomando muito tempo dos colaboradores. E todo gestor sabe que a folha de pagamento pode representar grande parte dos custos operacionais. Com a expansão da automação empresarial, atualmente já existem muitos softwares e ferramentas capazes de substituir as pessoas nessas tarefas burocráticas. Dessa forma, a equipe fica livre para atuar em atividades mais importantes, que trarão maior retorno.

Terceirize algumas atividades

terceirização é outra possibilidade que costuma trazer drástica redução de custos, além de aumento da eficiência. Mas isso não significa que você deve terceirizar tudo! O ideal é analisar quais atividades estão custando caro, tomando tempo e energia da sua equipe. Se essas tarefas não estiverem dentro do core business da empresa e não forem automatizáveis, o ideal é buscar uma empresa parceira para terceirização. Assim, você consegue reduzir despesas e ainda ter especialistas cuidando de determinadas atividades.

Elimine eventuais desperdícios

Por mais que todo mundo saiba que desperdícios custam dinheiro, muitos acabam passando despercebidos simplesmente por não existir um monitoramento. Para encontrá-los, o ideal é mapear os custos nos mínimos detalhes e calcular o ROI de cada setor. Ao fazer isso, a busca por respostas leva à descoberta de uma série de pequenos pontos que podem ser eliminados.

Alguns dos desperdícios mais comuns ocorrem com máquinas e equipamentos antigos, materiais de escritório, locomoção e viagens corporativas, tempo em reuniões e atividades de vendas não efetivas.

Reveja seus fornecedores

Encontrar fornecedores de confiança nem sempre é fácil. Por esse motivo, quando uma empresa fecha uma parceria de sucesso, tende a continuar com ela por um longo período. No entanto, ao mesmo tempo em que assim você valoriza os parceiros atuais, é importante continuar buscando outras soluções no mercado.

Aumentar a quantidade de fornecedores pode viabilizar a redução de custos, além de agilizar prazos de entrega. Paralelamente, não deixe de conversar com seus parceiros atuais para tentar encontrar alternativas favoráveis para ambos os lados!

Agora que você compreendeu a importância de medir o retorno sobre os investimentos para a análise financeira, é hora de ficar de olho nos números gerados por sua equipe. Lembre-se de que tudo que é medido pode ser melhorado, trazendo cada vez mais rentabilidade para as operações da sua empresa! Aliás, pensando nisso, aproveite para baixar nosso e-book sobre Analytics e aprender tudo sobre métricas!