Descubra como a tecnologia está ajudando indústrias com soluções de geolocalização, leia nosso texto.

Seja qual for o segmento de uma indústria, todas elas costumam ter algo em comum: estão situadas em uma área ampla e com grande movimentação de recursos. Ou seja, é normal termos um grande fluxo de pessoas e objetos em alguns milhares de metros quadrados.

Nesse cenário, é difícil que os gestores saibam realmente como funciona cada etapa do processo produtivo. Nem sempre há um controle de quanto tempo cada funcionário leva para realizar uma tarefa ou mesmo de onde está um determinado equipamento. É nesse sentido que uma solução de geolocalização pode trazer grandes benefícios para a indústria.

Chamados de RTLS (Real Time Location Systems), essas soluções usam a tecnologia para determinar o posicionamento de algum objeto ou pessoa. Por meio delas, é possível localizar em tempo real onde está o recurso monitorado e ainda traçar um histórico de como foi essa movimentação ao longo de um determinado período.

Tecnologias de geolocalização

Você deve estar se perguntando “Mas como tudo isso funciona?”. Diferentes tipos de tecnologia conseguem determinar o posicionamento de um objeto. Falaremos a seguir sobre as mais conhecidas:

Beacons

Beacons são pequenas tags que emitem sinal BLE (Bluetooth Low Energy). Esses sinais podem ser lidos por outros dispositivos como smartphones ou sensores próprios. Usando algoritmos complexos, algumas soluções conseguem transformar esse dado de radiofrequência em informações sobre a localização daquela tag.

Os beacons são omnidirecionais, ou seja, objetos e sensores não precisam estar na mesma direção para que o sinal seja recebido. Além disso, ele não sofre grande interferência de metais e consegue ser utilizado mesmo em ambientes complexos.

RFID

Como o próprio nome sugere, o RFID – Radio-Frequency IDendification – também funciona por sinais de radiofrequência. É uma tecnologia que também depende de dois pontos: uma antena ativa que envia um sinal e etiquetas coladas aos objetos monitorados que respondem ao sinal enviado.

Porém, essa comunicação só funciona de forma direcional. Se você precisa rastrear objetos com grande movimentação, que nem sempre estarão na direção da antena, existe a alternativa de criar “portais de RFID” e usar etiquetas ativas. Porém, o custo dessa solução passa a ser bem maior.

Portanto, geralmente utiliza-se o RFID se para monitorar processos muito bem definidos, onde geralmente não há movimentação livre, em que o gestor só precisa saber se determinado ativo passou ou não por aquela direção.

GPS

Mas por que simplesmente não usar o GPS para tudo isso? O Global Position System é ótimo para nos locomovermos pelas estradas, mas deixa a desejar em soluções voltadas a negócio. Isso porque ela não funciona em ambientes fechados e o nível de precisão fica por volta dos 15 metros.

Ou seja, dentro de uma indústria, é inviável usar um GPS para rastrear a movimentação de um ativo ou de uma pessoa por exemplo. No entanto, a tecnologia pode ser integrada com um sistema com beacons, por exemplo, para conseguir fazer um rastreamento indoor e outdoor.

 Aplicações da geolocalização na indústria

Afinal, como a geolocalização pode trazer benefícios reais para a indústria? Reunimos algumas das principais aplicações no chão de fábrica:

Gestão de Staff

Utilizando beacons, é possível instalar tags emissoras de BLE nos crachás dos funcionários. Sensores espalhados pela fábrica vão monitorar a movimentação de toda equipe, dando informações de localização em tempo real de cada colaborador.

Ao invés de crachás, o mesmo sistema também pode funcionar com smartphones ou smartwatches. Com os dados de movimentação e rotas percorridas, o gestor pode:

– Entender onde estão os principais gargalos da empresa, observando em quais áreas os trabalhadores passam a maior parte do tempo.

– Evitar acidentes e problemas com segurança, emitindo alertas caso o funcionário esteja em uma área restrita ou enviando recomendações de segurança antes de ele iniciar uma tarefa, por exemplo.

– Localizar um colaborador em tempo real. Isso permite agilizar processos no caso de alguma manutenção inesperada ou na necessidade de realocar a equipe para alguma tarefa específica.

 Gestão de Equipamentos

Usando a mesma infraestrutura da gestão de staff, é possível fazer também o monitoramento de equipamentos móveis, como caminhões, carrinhos e empilhadeiras, por exemplo. Nesse contexto, as principais vantagens são:

– Fazer um compliance das atividades realizadas pelos operadores desses equipamentos, levantando os tempos percorridos por eles em cada atividade.

– Otimizar as rotas percorridas por esses equipamentos, verificando o caminho percorrido atualmente e identificando possibilidade de agilizar a operação.

Controle de ativos

Essa é uma das aplicações que o RFID pode ser mais interessante que os beacons, já que em muitos casos o inventário não passa por grandes movimentações na fábrica. Se o ativo em questão percorrer várias etapas, talvez seja necessário fazer um portal RFID ou usar os beacons.

Seja qual for a tecnologia utilizada, os principais benefícios dessa aplicação são:

– Diminuir o tempo gasto para localizar um determinado produto. Imagine que você trabalha em uma grande operação logística que vende milhares de produtos muito parecidos (porém, cada um com sua especificidade). Localizar uma determinada unidade “no olho”, pode ser um trabalho muito difícil e demorado.

– Evitar roubos e avarias. Infelizmente, não é tão raro que algumas peças ou produtos simplesmente sumam da empresa. Nesse sentido, um sistema de rastreamento pode resolver o problema, identificando em tempo real a localização de cada ativo.

Conclusão: os dados são a base para a otimização

Otimizar processos é um dos maiores desafios para as indústrias. No entanto, se não houver dados reais sobre o que de fato acontece na operação, toda tentativa de melhoria contínua será um tiro no escuro.

Foi pensando nisso que a Novidá desenvolveu sua tecnologia de geolocalização indoor: a ideia é trazer informações confiáveis sobre a movimentação de recursos na indústria, para que os gestores possam tomar decisões muito mais assertivas.

É assim que damos mais visibilidade sobre a operação, reduzimos custos com desperdícios e garantimos aumento da produtividade, que é o objetivo final de qualquer empresa!

Colaborou para o texto: “Renan Fantinato, responsável pelo marketing da Novidá”.

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