GRC nas empresas: o equilíbrio dos riscos como diferencial competitivo

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Desde o contexto econômico em que a empresa está inserida, passando pelos movimentos dos concorrentes, pelo comportamento dos clientes e pela eficácia dos processos internos, é fato: são muitas as incertezas que cercam qualquer negócio. É preciso, portanto, tomar decisões estratégicas e investir em um trabalho impecável de gestão para fazer com que a empresa encontre a menor quantidade de percalços possível no seu caminho.

Para alcançar esses objetivos, vale a pena investir em uma política GRC — sigla para Governança, Riscos e Conformidade. A seguir, vamos mostrar o que isso realmente significa e como pode ajudar na criação de processos mais seguros e transparentes. Confira!

O GRC nas empresas

O GRC é a união dos conceitos de governança corporativa e gestão de riscos, ainda englobando práticas de compliance — ou conformidade. Integrado, tudo isso se propõe a garantir que a empresa consiga atuar dentro de leis, princípios éticos e padrões de ação que minimizem o surgimento de problemas ao mesmo tempo em que asseguram a transparência das operações empresariais. Para que isso fique claro, vamos definir conceito por conceito.

Governança corporativa

É a definição de como a empresa deve tomar decisões estratégicas e atuar no dia a dia. Para isso, são estabelecidas políticas, procedimentos e linhas de ação aceitáveis e, ao mesmo tempo, efetivas.

Gestão de riscos

É a análise de ameaças que podem surgir na implementação de novos projetos ou na mudança de procedimentos internos já existentes. Aqui são avaliados cenários internos e externos para prevenir possíveis problemas antes que eles efetivamente aconteçam.

Compliance

O foco das políticas de compliance está em garantir que a empresa esteja em conformidade com as suas próprias leis e diretrizes internas, o que aumenta a confiança nos processos e direciona a atuação de todos os empregados.

O GRC é, portanto, uma política global que pode dar à empresa uma série de vantagens competitivas. Há um esforço de integração de áreas e processos, a atuação do negócio ganha segurança operacional e jurídica, os custos com retrabalho e pagamento de multas diminuem, sem contar que toda a organização ganha estabilidade para continuar crescendo sem ter que lidar com grandes percalços.

Além de tudo isso, o GRC ainda aumenta a transparência do negócio, o que consequentemente também aumenta a confiança de stakeholders e beneficia a reputação e a imagem da empresa.

A diferença entre riscos e problemas

Antes de continuarmos falando sobre a importância do GRC nas empresas e sobre como implementá-lo no seu negócio, precisamos fazer uma pequena diferenciação entre 2 conceitos comumente confundidos: você consegue distinguir riscos de problemas?

Os riscos são, basicamente, problemas em potencial. Eles são detectados por meio da análise de cenários futuros e devem ser tratados como algo que pode ser prevenido. Uma boa gestão de riscos consegue, portanto, resolver erros antes que eles sequer apareçam ou ao menos antes de se tornarem muito danosos.

Os problemas, no entanto, são erros que já estão afetando a empresa. Um desabastecimento no estoque que impede a entrega de produtos é um problema imediato, por exemplo. O risco, por sua vez, consiste na previsão de que o estoque pode ficar vazio em X semanas caso atitudes imediatas não sejam tomadas.

Embora tenha como foco a gestão de riscos, O GRC também pode ajudar a empresa a corrigir problemas atuais por meio da detecção de erros de governança ou conformidade, dando material para que os gestores consigam dirimir os problemas da forma mais ágil possível.

A implementação do GRC

Agora que você já sabe como a união de governança corporativa, gestão de riscos e conformidade pode ser uma importante aliada para garantir a segurança da empresa mesmo frente a ameaças, vamos para o próximo passo. Chegou a hora de aprender como aplicar o GRC no seu negócio!

Como dissemos, essa implementação envolve a integração de diversas áreas, o que exige mudanças globais. Para que você não se perca, confira o passo a passo que preparamos!

Promova a transparência

O pilar de um bom GRC é a transparência. Afinal, garantir que políticas e processo sejam claros é o mínimo que se espera de uma empresa que quer se mostrar sólida e confiável. É importante, portanto, que a empresa conheça bem seus processos internos e crie diretrizes de atuação que possam ser acompanhadas e executadas por todos.

O segredo está em diminuir ao máximo possíveis ambiguidades e dar orientações claras para qualquer passo a ser tomado, seja por funcionários específicos ou pela organização como um todo. Assim, a empresa tem um verdadeiro manual de boas ações que servirá como um guia para uma atuação ética e produtiva.

Faça um bom diagnóstico

Antes de aplicar mudanças profundas na sua governança, em suas práticas de conformidade e na gestão de riscos, avalie como cada um desses fatores está funcionando na sua empresa. Identificar o que está dando certo e o que não é tão efetivo é o primeiro passo para um plano GRC de longo prazo.

Esse diagnóstico deve envolver não apenas a alta gerência, mas também deve incluir cada colaborador. Assim, por menor que seja cada problema, a probabilidade de que seja detectado e devidamente corrigido é muito maior. Com isso, a empresa tem um escopo muito mais sólido para planejar ações efetivas.

Tenha planos de ação

Com os problemas detectados, chega a hora de traçar o que efetivamente deve ser feito. Reveja as diretrizes da governança corporativa, invista na prevenção de riscos com ações imediatas e adapte as regras de conformidade de acordo com a legislação e as exigências de boas práticas da sua área de atuação.

Para que as ações sejam realmente efetivas, é preciso, mais uma vez, envolver toda a empresa. Por isso é tão importante que a organização invista em treinamentos constantes para seus funcionários, demonstrando claramente quais são as ações aceitáveis e quais devem ser evitadas. Também é essencial que os colaboradores entendam que regras de GRC são vitais para a empresa, pois trazem resultados concretos. E isso só pode ser feito com canais de comunicação abertos entre líderes e liderados.

Pense em ações contínuas

A implementação de boas políticas de GRC não acontece do dia para a noite. Também por isso, tão importante quanto tê-las é mantê-las relevantes. Assim, o próprio GRC precisa ser revisto e aprimorado de forma ininterrupta, garantindo que a empresa esteja protegida contra incertezas mesmo com a mudança de cenários externos ou com transformações na forma como atua internamente.

No fim das contas, ainda ficou com alguma dúvida sobre o GRC nas empresas? Compartilhe este conteúdo com seus questionamentos!