Como fazer o orçamento empresarial para 2018?

A cada ano, as organizações precisam rever o que passou e planejar o próximo orçamento empresarial, cortando gastos desnecessários e investindo em áreas que prometem trazer mais rentabilidade. Para 2018, além das boas práticas tradicionais da elaboração de orçamentos, já é possível identificar algumas tendências bem claras no mercado.

Neste post, vamos apresentar essas tendências, trazendo alternativas de investimentos e de cortes para sua empresa alcançar uma operação mais eficiente. Além disso, você também aprenderá sobre os principais erros na elaboração de um orçamento empresarial e, claro, como evitá-los. Prepare-se para começar a planejar o crescimento do seu negócio!

Como as empresas estão preparando seu orçamento para 2018?

Para ter sucesso na elaboração de um orçamento empresarial, primeiramente é preciso compreender os movimentos do mercado. Analise em que pontos as instituições vêm aumentando investimentos para obter ainda mais resultados, bem como de que forma têm conseguido reduzir custos, cortando desperdícios e aumentando a eficiência.

Investimentos

O ano de 2018 terá eleições presidenciais por aqui e Copa do Mundo na Rússia. Como a Rússia é parceira estratégica do Brasil, o evento certamente exercerá algum tipo de interferência em nossa economia. Com isso, a importância do planejamento orçamentário cresce ainda mais, a fim de manter uma previsibilidade de escala das operações, possíveis contratações, fusões e aquisições.

Em termos de economia, a expectativa é que 2018 seja mais positivo. Contudo, a tendência geral é que as empresas operem de maneira mais enxuta, uma vez que ainda existe uma imprevisibilidade considerável nos cenários político e econômico. Com isso, os investimentos em cloud computing, automação, tecnologia e terceirização, que já vinham aumentando drasticamente, vão crescer ainda mais.

Cloud

Segundo uma pesquisa da Market Research Media, os investimentos em cloud computing (computação e armazenamento em nuvem) chegarão a 270 bilhões de dólares até 2020. E a lógica é simples: apesar de parecer alto, esse investimento faz com que as organizações economizem valores ainda maiores!

Ao investir em cloud, as corporações não precisam mais guardar dados e softwares em servidores e computadores locais, o que diminui custos e erros, ao mesmo tempo em que aumenta a produtividade. Além do mais, com esse recurso, os negócios podem realmente entrar para a era da mobilidade, ampliando seu alcance e otimizando processos. Isso sem falar na segurança em relação aos dados corporativos, que vai às alturas.

Automação

Antigamente, a tecnologia era cara e a mão de obra, barata. Cada vez mais, porém, vemos esse cenário se inverter. Devido aos altos tributos, à taxa de turnover e até aos custos de treinamentos, por exemplo, as contratações têm se mostrado muito caras. Enquanto isso, a tecnologia só se populariza.

A grande consequência dessas mudanças vem em forma de um maior número de empresas optando pela automação de processos em 2018. Nesse contexto, tecnologias como Business Intelligence (BI) e Big Data já têm feito parte do cotidiano das organizações. Junto a isso, novas plataformas, softwares e aplicativos com excelente custo-benefício surgem a cada dia para facilitar os processos e fluxos de trabalho.

Terceirização

Nas rodas de conversa entre empresários de antigamente, era comum ver líderes ostentando o número de funcionários existente nas folhas de pagamento das suas empresas — esse era, afinal, um importante indicativo de crescimento do negócio. Hoje, no entanto, a realidade é outra.

Na era digital, empresas bilionárias podem contar com equipes muito mais enxutas que outras organizações, com operações inchadas. Isso se deve não apenas à automação e à digitalização, mas também à terceirização — ou outsourcing. E é inegável: em grande parte dos casos, a terceirização gera redução de gastos na folha de pagamento, além de poupar outros recursos da empresa, como infraestrutura.

Mas se engana quem pensa que a terceirização é só uma questão de economia. Ao terceirizar atividades secundárias, você delega essas funções a parceiros especialistas nesses tipos de serviço, elevando a qualidade dos resultados. Ao adotar a estratégia do Lean Office, portanto, a equipe ganha mais tempo e foco para se dedicar à atividade-fim da empresa, trazendo melhorias e inovações, além de aumentar a satisfação dos clientes.

Exigências governamentais

Além de analisar o cenário interno da empresa e seu mercado de atuação, é fundamental que líderes e gerentes acompanhem ainda os principais desdobramentos políticos e as exigências governamentais.

Consolidação da reforma

A consolidação da reforma trabalhista, por exemplo, pode trazer grandes alterações nas relações de trabalho presentes no negócio. É importante, portanto, contar com a colaboração do setor de Recursos Humanos da empresa ao planejar o orçamento anual. Também pode ser necessário consultar um especialista em Direito do Trabalho.

Exigência do eSocial

Uma novidade que certamente trará mudanças diretas é a exigência do eSocial, com a unificação do envio das informações fiscais trabalhistas dos empregados. De acordo com o Jornal do Comércio, o eSocial entrará em vigor para as grandes empresas a partir de janeiro de 2018. Já para as demais, a exigência passa a valer a partir de julho. Por isso, o negócio deve prever investimentos nas áreas fiscal e trabalhista, caso seja necessário.

Cortes

Não existe mais espaço para achismos ou desculpas no mundo corporativo. Afinal, já se tem à disposição muitos recursos tecnológicos que facilitam a mensuração de resultados. Com isso, diversas empresas vêm cortando excedentes desde agora. Para 2018, a tendência é intensificar os cortes de processos repetitivos, de infraestrutura excedente e de contratações desnecessárias.

Processos

Em relação aos processos, o movimento é de contar cada vez mais com a automação e a terceirização para aumentar a eficiência e reduzir desperdícios de tempo, dinheiro e mão de obra.

Infraestrutura

No que se refere à infraestrutura, com a expansão do uso de softwares e de soluções cloud, as instituições precisam cada vez menos de hardware, o que poupa máquinas, acessórios e até mesmo espaço físico — antes usado para acomodar dispositivos, armazenar documentos e dados.

Contratações

No caso das contratações, a tendência é alinhar o planejamento estratégico com o orçamentário, cortando mão de obra excedente e investindo em talentos. O movimento é, assim, de aposta naquelas pessoas que serão fundamentais para o crescimento da empresa, gerando valor para o time, para os processos, para a gestão e para os clientes.

Quais são os erros mais comuns ao elaborar o orçamento empresarial?

Um dos maiores erros comumente cometidos por diversas organizações é procrastinar a elaboração do orçamento empresarial, deixando para o início do ano em questão. O ideal, na verdade, é procurar sempre planejar o orçamento no fim do ano anterior. O orçamento empresarial de 2018, portanto, deve ser feito ainda em 2017.

Outro erro bastante corriqueiro é visto na forma de encarar o orçamento, tendo-o como algo separado da estratégia. Por mais que o último trimestre do ano seja muito corrido para os gestores, que já têm que começar o planejamento estratégico do ano seguinte, não dá para negligenciar o orçamento! Anote aí: o planejamento orçamentário deve andar junto, com as 2 ferramentas sendo trabalhadas ao mesmo tempo, com o orçamento servindo de apoio às ações e aos objetivos definidos na estratégia — e vice-versa.

Um terceiro erro ainda bem comum é fazer o orçamento empresarial com base apenas no feeling, mesmo sem a ajuda de um gestor ou especialista no assunto. Com isso, muitas verbas acabam sendo indevidamente destinadas e oportunidades de otimização de recursos passam em branco, prejudicando a rentabilidade e afetando os rendimentos de sócios, gestores e funcionários.

A melhor forma de evitar esses e tantos outros possíveis erros para fazer um orçamento empresarial sólido e realista é contando com a ajuda de especialistas. Na Vexia, trabalhamos para que todos os clientes alcancem excelência operacional, cortando gastos desnecessários e investindo nos itens certos para fazer o negócio crescer. Só assim é possível gerar valor para os clientes e construir diferenciais competitivos para a empresa.

Entre em contato conosco para que possamos ajudá-lo a elaborar seu orçamento para o próximo ano!