06.09.2018
Segurança da informação: o que toda empresa precisa dominar

Há pouco tempo um escândalo envolvendo o vazamento de dados de mais de 50 milhões de usuários do Facebook abriu debates na sociedade. A maioria das perguntas giravam em cima da questão: até que ponto estamos seguros no ambiente virtual? Isso faz com que a segurança da informação seja uma preocupação constante não só dos indivíduos, mas de organizações de todos os portes. Afinal, se forem parar nas mãos erradas os dados podem ser utilizados de maneira indevida e gerar problemas de diversas espécies.

A consultoria Gartner estima que em 2018 sejam gastos 98 bilhões com segurança. Segundo o estudo, o aumento na conscientização entre os gestores sobre o impacto negativo que os incidentes em segurança digital trazem para o negócio têm elevado quantia investida em tecnologias que ajudem a garantir a segurança.

No entanto, o investimento em tecnologias modernas não deve ser a única preocupação das organizações. Na verdade, é preciso adotar políticas claras entre colaboradores a fim de evitar a vulnerabilidade do empreendimento. Por isso, no nosso guia de hoje trazemos uma coletânea de tudo o que a empresa precisa dominar para garantir a seguridade dos dados. Confira!

O que é segurança da informação?

A segurança da informação pode ser definida como o trabalho de uma empresa em desenvolver ferramentas que protejam informações confidenciais tanto internas quanto externas (clientes, fornecedores etc.). Ela ainda envolve o gerenciamento de todos esses dados, a fim de garantir não só a disponibilidade deles, mas que eles sejam confidenciais.

Vale lembrar que a segurança da informação não deve ser confundida com a segurança de TI. Isso porque essa última tem um papel estratégico, principalmente nos processos protetivos da infraestrutura de TI. Ou seja, mantém equipamentos como computadores e notebooks, provedores, servidores, banco de dados, entre outros.

Por sua vez, quando se fala de segurança de informação a conceitualização é muito mais ampla. Ela é estratégica por atuar na linha de frentes de prevenção de diversos problemas que podem incorrer do vazamento de informações. Entre as suas funções estão: detectar vulnerabilidades, determinar políticas para o uso de dados, restringir o acesso de pessoas para que os dados não sejam vazados, entre outros.

Logo, como destacamos a disponibilidade, integridade e confiabilidade são aspectos básicos para garantir a segurança. Elas são princípios a serem levados em consideração, juntamente aos pilares que apresentaremos melhor no tópico a seguir.

Quais os pilares da segurança da informação?

A Microsoft há algum tempo cunhou sete pilares da segurança da informação. A ideia deles é proteger de maneira abrangente tantos os dados, quanto a rede onde eles são armazenados, bem como os usuários que possuem informações nesses bancos.

Infraestrutura poderosa

Para que o nível de segurança seja potente é necessário contar com uma infraestrutura robusta. Logo, é essencial que a empresa invista em proteção, práticas que garantam a segurança, gestão de riscos e outros elementos relativos ao TI.

Arquitetura

A arquitetura de dados diz respeito a todos os componentes estruturais dos dados e a maneira como serão organizados. Ela engloba desde normas para o armazenamento em nuvem corporativa até padrões que os colaboradores devem seguir no caso do manuseamento.

Design

O elemento design também deve ser considerado na hora de garantir a segurança das informações. O sistema precisa ser projetado para que possa ser utilizado de maneira intuitiva, sem que para isso se perca a integridade dos dados ali presentes.

Operações seguras

Todas as operações relativas ao acesso de dados devem ser realizadas com segurança. Elementos como os firewalls são excelentes alternativas, pois permitem que o acesso de qualquer equipamento seja realizado com confiabilidade, visto que eles estão associados ao programa que protege as informações.

Boas práticas

Todo e qualquer processo dentro das organizações deve seguir um manual de boas práticas. É ele quem direciona a equipe a atuar nas diferentes situações que podem incorrer no manejamento dos dados. Ele é crucial, por exemplo, para garantir a integridade e confiabilidade das operações, bem como proteger a efetuação de logins na rede.

Gestão de riscos

Toda empresa tem as suas especificidades. Isso faz com que os setores das diferentes corporações estejam sob ameaça de riscos específicos. Logo, traçar um cenário de ameaças ajuda na hora em que eles forem detectados, fazendo com que o sistema possa priorizá-las a fim de mitigar os erros.

Computação em nuvem

cloud computing, outro nome utilizado para a denominação da computação em nuvem, é um dos recursos mais seguros para realizar o armazenamento de dados. Ela se apresenta como um verdadeiro forte devido à sua robustez em arquitetura do provedor.

Por que se importar com o assunto?

A reputação de uma marca é o ativo intangível mais importante de uma empresa. Ter uma política de segurança da informação clara ajuda a evitar problemas que prejudiquem a sua marca no mercado. Imagine ter dados vazados de milhares de pessoas?

Voltando ao exemplo do início do texto, o Facebook além de ter a sua confiabilidade questionada, perdeu mais de 70 bilhões em valor de mercado. Agora imagine isso em uma companhia menor? Isso pode significar a falência, mesmo que as perdas sejam compatíveis com a sua realidade.

A fragilidade do sistema torna a segurança de informações ainda mais importante. É por meio dela que a empresa consegue garantir não só a integridade dos dados confiadas a ela, mas também a autenticidade durante as operações.

Além disso, ações protetivas evitam que a empresa tenha que parar as suas atividades para resolver problemas quanto à segurança das informações. É importante ressaltar que é mais comum do que se imagina, os negócios que precisam interromper processos devido ao mal funcionamento dos servidores. É por meio dessa precaução que o empreendimento também pode elaborar um plano de recuperação de desastres.

Eles visam reduzir os impactos negativos causados por eventos não planejados. Hoje, muitos empreendimentos dependem diretamente do departamento de TI para que possam funcionar. Saber o que fazer evitará que esses momentos críticos os prejudiquem.

Vale ressaltar que o crescimento da interconectividade fez com que os dados ficassem expostos a uma grande variedade de ameaças. Segredos da companhia estão guardados em computadores e banco de dados, fazendo com que as estratégias que garantam a seguridade sejam ainda mais essenciais.

Quais os principais exemplos de riscos de segurança da informação?

A proteção contra os diversos tipos de vulnerabilidade é uma das principais funções da segurança da informação. Por isso, é importante conhecer quais os principais riscos aos quais as organizações estão sujeitas.

Infraestrutura

Um dos principais riscos aos dados está ligado diretamente à infraestrutura. Por exemplo, danos aos equipamentos podem acontecer devido a falhas tanto humanas quanto naturais, como entrada de pessoas não autorizadas, incêndios etc. Logo, é necessário avaliar se a empresa conta com equipamentos que diminuam esse tipo de vulnerabilidade e se ela tem um plano de prevenção.

Hardware

As tecnologias são constantemente atualizadas e as empresas precisam acompanhar as mudanças. A obsolescência de equipamentos pode levar a panes e incompatibilidade com outros sistemas, além de prejudicar a produtividade da equipe. No entanto, o maior problema desse atraso tecnológico é que ele pode comprometer a confidencialidade de dados e a integridade deles.

Armazenamento

A maneira como os dados são armazenados também interfere diretamente na segurança. Por exemplo, adotar mídias como pendrives não é a maneira mais confiável de guardar informações de cunho importante. Afinal, elas podem cair em mãos erradas facilmente. Logo, é importante adotar sistemas criptografados, com acesso restrito.

Falhas humanas

Más intenções, espionagem industrial, equipes mal treinadas, são muitos os problemas que podem ocorrer devido a falhas humanas e que comprometem a segurança dos dados. Sendo assim, é essencial que a companhia possua políticas de confidencialidade, tenha sistemas altamente potentes que identifiquem incongruências prontamente, além de treinar a equipe segundo as melhores práticas do mercado.

Quais os mecanismos de segurança mais fortes do mercado?

Depois de conhecer alguns dos riscos envolvidos no uso de computadores e internet, é importante aprender a se proteger por meio dos mecanismos de segurança. Afinal, a tecnologia é imprescindível e não é possível deixar de utilizar esse recurso, que em contrapartida traz muitos benefícios.

Criptografia

A criptografia é uma ferramenta que permite que apenas o emissor e o receptor tenham acesso aos dados. Ela é caracterizada por um conjunto de normas que codificam as informações fazendo com que apenas as partes citadas consigam decifrar a mensagem. A ideia é impedir a interpretação por indivíduos de fora por meio de algoritmos de decodificação, o que poderia levar ao vazamento de dados.

Assinatura digital

Quando associada à criptografia a assinatura digital garante a integridade dos dados. Ou seja, se o acesso não for restrito, ao menos o conteúdo não poderá ser modificado. Vale lembrar que ela tem validade jurídica, equivalendo a uma assinatura de próprio punho, o que atesta a sua autenticidade.

Softwares

Existem alguns softwares como o Honeyspot que atuam como antivírus real time. Como o seu principal atributo é a proteção dos dados, bem como invasão de sistema, ele ludibria o invasor para que ele acredite ter acesso às informações, mas na verdade, isso não ocorre.

Quem deve fazer a gestão da segurança de informação?

Os principais responsáveis pela gestão da segurança de informação são os colaboradores da área de TI. Isso porque eles já compreendem melhor os sistemas e podem prover soluções mais assertivas quanto aos problemas que podem surgir em decorrência da vulnerabilidade dos sistemas.

Mas é preciso que eles sejam especialista na área antes de qualquer coisa e sejam alocados especialmente para fazer esse monitoramento. Segundo um artigo da Endeavor, o Brasil ainda sofre com o déficit de profissionais de segurança da informação, aliás, isso pode até ser considerado um problema de escala global.

Por isso, é fundamental contratar desenvolvedores de infraestrutura de redes e treiná-los de acordo com as melhores práticas do mercado. Além disso, eles devem assinar termo de compromisso quanto à seguridade dos dados ali trocados.

Como montar um plano de segurança da informação?

Antes de começar a montar o plano de segurança da informação da empresa, é importante realizar um levantamento de todos os dados que devem ser protegidos. A partir disso é possível passar para a fase de elaboração das normas e proibições que devem ser seguidas à risca por toda equipe.

O documento em questão deve contar com a descrição dos procedimentos de acordo com a Política de Segurança da Informação (PSI). Ele virá acompanhado de descrições de cenários, possibilidades de atuação, ética quanto ao compartilhamento de dados, padrões de ação, entre outros detalhes.

Governança corporativa

A governança corporativa preza pelo relacionamento entre colaboradores, processos e tecnologias, tendo com principal objetivo definir a maneira como a organização é dirigida. Alguns pilares são importantes na sua constituição, como: equidade, transparência, responsabilidade e prestação de contas.

A sua aplicação na segurança da informação garante que os riscos serão amplamente geridos e serão de conhecimento dos altos cargos dentro da empresa. Para isso será adotado um processo ágil na tomada de decisões, realização de investimentos na área, tudo de acordo com a legalidade externa (normas, leis, contratos etc.).

ITIL

ITIL é a sigla de Information Technology Infrastructure Library. Ela diz respeito a uma série de livros que objetivam apresentar às organizações as melhores práticas para a gestão dos serviços na área de TI. O ITIL divide a segurança da informação em quatro fases: políticas, processos, procedimentos e instruções de trabalho.

Segundo o ITIL, a seguridade dos dados é um processo cíclico que precisa ser constantemente revisado. A implementação dele deve ser feita a fim de garantir eficácia na prevenção, medir a efetividade dos instrumentos utilizados na segurança, padronizar as comunicações quando surgem inconformidades, garantindo assim resultados mais satisfatórios à organização.

COBIT

O COBIT sigla de Control Objectives for Information and related Technology é outro framework focado na governança de TI e muito útil para a segurança da informação. Ele é conhecido por ser um conjunto de boas práticas focado especificidades do negócio.

Além de aumentar a eficácia no TI, ele minimiza os riscos e problemas relacionados aos dados, visto que utiliza métodos personalizados e eficazes no controle dos processos corporativos.

Quais técnicas de segurança da informação podem ser utilizadas?

O plano ajudará na implementação de algumas técnicas de segurança da informação que são estrategicamente fundamentais para o negócio. Depois de conhecer o ITIL, COBIT e governança corporativa, confira quais são os elementos que acrescentam valor à integridade dos dados!

Redundância de mecanismo

Esta técnica prega que não se deve confiar em apenas um mecanismo que garanta a seguridade das informações. Assim, há implementação da redundância, na qual dois ou mais mecanismos de diferentes fabricantes são utilizados a fim de evitar ataques de hackers.

Ponto exclusivo de acesso

Nessa técnica a comunicação da rede corporativa interna e web precisam passar apenas por um canal, que precisa ter algumas características essenciais. Entre elas estão os mecanismos de segurança e também aqueles que permitam monitorar tentativas de ataques e pontos de vulnerabilidade.

Alinhamento de processos

Como já destacamos, a padronização é um processo essencial para garantir a proteção dos dados. Uma técnica bastante válida nesses casos é prezar pelo alinhamento dos processos junto à equipe que coordena e manuseia informações. Logo, reuniões periódicas devem estar na pauta da corporação.

Monitoramento e análise

Uma técnica bastante utilizada é o monitoramento e análise constante dos processos que acontecem internamente. Isso será fundamental para identificar as entradas no sistema, pontos fracos que possam ser porta de entrada para invasores, mas também monitorar a eficácia da configuração dos servidores, provendo assim maneiras para que as ferramentas possam ser aprimoradas.

Quais ferramentas podem ajudar?

Entre as várias vantagens que as tecnologias trouxeram para garantir a proteção de dados estão as ferramentas que ajudam a evitar que os dados sejam comprometidos por invasores cibernéticos!

Firewall

A tradução de firewall é parede de fogo e é uma ótima analogia às verdadeiras funções da ferramenta. Ela é uma barreira protetiva que impede o acesso de conteúdo malicioso que possa danificar ou mesmo vazar dados, sem que para isso seja preciso interromper o fluxo de informações.

Constantemente o firewall tem sido aperfeiçoado para bloquear portas e protocolos, o que permite filtrar o trânsito de dados entre os computadores da empresa e a internet, que é considerado um local mais hostil para as informações, merecendo uma atenção especial.

Backup

A segurança de informação é também garantida pelo backup. Na verdade, ele é uma técnica oferecida por softwares de diferentes tipos. A principal função dele é realizar cópias de arquivos e sistemas para que eles possam ser restaurados posteriormente, caso seja necessário. Por exemplo, se um ataque de hacker ocorrer, o backup poderá evitar a perda dos dados cruciais para a empresa.

Protocolos de segurança

Como mostramos a criptografia é uma funcionalidade capaz de garantir a integridade dos dados. Os protocolos de segurança a utilizam justamente para garantir a segurança em aspectos específicos.

Por exemplo, existem protocolos para a internet. O SMTP tem como função a proteger a comunicação pela web, como a troca de e-mails. Enquanto isso, o HTTPS protege a navegação, garantindo que o acesso a sites não comprometa a preservação dos dados.

Matriz de risco de segurança da informação

Para que a ameaça possa ser medida, é necessário criar uma matriz de risco de segurança da informação. Isso quer dizer que serão avaliados a probabilidade e o impacto de ameaças à segurança, o que pode variar de uma empresa para outra.

Após definida essa questão, uma tabela com os níveis de riscos e as possíveis soluções deverá ser criada. Em seguida é feita uma lista com os controles de segurança mais adequados a cada situação. Seguido de um relatório completo com ferramentas, resultados da avaliação e como será feita a implementação dos controles.

Existem boas práticas de treinamento para os colaboradores?

O primeiro passo para garantir uma equipe altamente qualificada é fazer com que os colaboradores estejam informados quanto às normas de segurança. Elas precisam ter amplo acesso às regras contidas no documento, a fim de que se familiarizem com os problemas de segurança e possam resolvê-los com maior propriedade.

O interessante é que eles vivenciem a prática por meio de treinamentos nas quais a empresa simule situações que podem ocorrer no vazamento de dados. Assim, eles não ficarão restritos apenas à teoria.

Vale lembrar que a conscientização da equipe também precisa ser constante. Isso porque muitos dos ataques de hackers ocorrem por falhas humanas, como clique em sites que não são seguros, mal armazenamento de documentoslogins e senhas repassados a colegas, entre outros.

Sendo assim, uma prática louvável é a campanha de conscientização que ajuda o colaborador a ter maior cuidado com todos os processos internos. Por exemplo, ele deve saber que qualquer problema ou desconfiança que surja em relação às atividades na internet devem ser reportadas à equipe responsável pela segurança. Bem como verificar atentamente os e-mails, a fim de evitar ataques de pishing.

Comitê de segurança de informação

Para garantir o cumprimento das normas e o treinamento de novos colaboradores e a atualização da equipe, uma boa ideia é instituir um comitê de segurança de informação.

Ele será responsável não só por assegurar a PSI por parte dos trabalhadores, mas também por promover ações preventivas e corretivas no tratamento e segurança dos dados. Ele deve ser composto por profissionais de diferentes setores, isso facilita a introdução das boas práticas em todas áreas.

Por que apostar em um serviço de consultoria?

O serviço de consultoria em segurança da informação permite analisar as vulnerabilidades e ameaças que podem afetar os dados de uma organização. Ele será responsável por elaborar recomendações e controles a fim eliminar as ameaças e mitigar os efeitos delas.

O interessante de terceirizar o serviço é que a organização não precisará gastar com equipamentos próprios de segurança, tendo à disposição as melhores ferramentas do mercado, além de poder construir protocolos de acordo com as normas internacionais.

Os benefícios de apostar na solução são uma infraestrutura de TI de última geração, processos de gestão automatizados e uma visão mais analítica sobre as ameaças que comprometem a segurança do negócio.

Com o avanço cada vez mais veloz das tecnologias, os hackers também têm se aperfeiçoado quanto às técnicas de invasão. Logo, é de suma importância que a organização esteja preparada para garantir a segurança da informação. As falhas nesse sentido podem levar a perda de reputação no mercado, prejuízos financeiros, entre vários outros problemas.

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