02.10.2018
Fusões e aquisições: veja os pontos que merecem atenção

Com o crescimento da globalização da economia, principalmente depois da década de 1990, as fusões e aquisições começaram a fazer parte do mundo empresarial. As empresas passaram a ser vistas também como investimentos, sendo avaliadas e analisadas em todas as suas possibilidades.

Isso aconteceu porque, em uma economia internacionalizada, as empresas precisaram reagir à competição com as grandes corporações. No Brasil, o fortalecimento da presença das chamadas multinacionais criou um cenário desafiador. As organizações nacionais tiveram que investir e ampliar seus negócios para se impor diante da nova realidade do mercado.

Nesse sentido, as fusões e aquisições passaram a ser as melhores opções para quem quisesse manter a competitividade. No entanto, nos dias de hoje, elas não apenas continuam sendo feitas, como se tornaram cada vez mais atuais.

Neste post explicamos a diferença e a relação entre fusões e aquisições, bem como a importância da governança corporativa para esses processos. Continue a leitura para saber mais!

Qual é a diferença entre fusão e aquisição?

Em uma fusão, duas empresas de porte e valor semelhantes decidem combinar suas ações, dando origem a uma terceira, bem maior. Sendo assim, as organizações anteriores deixam de existir e, na nova, o controle acionário é dividido entre as duas partes ou passa a ser daquela que tinha maior capital para investimento.

Já na aquisição, uma empresa adquire a maioria das ações de outra, de modo a ter o controle sobre ela. Com isso, a organização adquirida deixa de existir e a responsável pela compra ganha uma porção maior do mercado.

Portanto, na fusão a relação é de igualdade entre as empresas, ao passo que na aquisição é de sobreposição. Legalmente, na primeira situação é formada uma nova identidade jurídica, enquanto, na segunda, mantém-se a identidade da organização que fez a transação.

Existe relação entre os dois conceitos?

Independentemente da diferença entre fusões e aquisições, esses dois conceitos estão relacionados à necessidade das empresas de se manterem competitivas. De alguma forma, elas ganham em eficiência, obtendo-se novos recursos e tecnologias, bem como capital para investimentos.

Em ambas, há uma vantagem financeira para os sócios, ainda que na aquisição a empresa adquirida deixe de existir legalmente. Inclusive, ser rentável é um requisito para os dois tipos de transação.

Vale destacar também o impacto semelhante que fusões e aquisições causam no mercado financeiro e consumidor. Basta analisar o histórico brasileiro (como no caso da Ambev e da compra do Unibanco pelo Itaú, por exemplo) para entender como a criação de uma empresa com maior poder econômico e fatia de mercado é capaz de afetar a economia.

Além disso, tanto para a realização de uma fusão quanto de uma aquisição, é fundamental que as empresas passem por um processo completo de análise de mercado, avaliação financeira e alinhamento das expectativas.

De que maneira a governança corporativa favorece o sucesso dos processos de fusão e aquisição?

De fato, a governança corporativa é um dos principais pontos a serem analisados em fusões e aquisições. Isso é válido tanto para quem adquire quanto para quem é adquirido — sobretudo em uma fusão.

A governança é a responsável pela avaliação das características de cada negócio, desde questões técnicas até a análise de portfólio de produtos, modelo de gestão e das finanças. Ou seja, tudo o que mostrará se uma fusão ou aquisição é mesmo interessante para os envolvidos, bem como a implantação de estratégias que façam com que o processo de transição seja o mais tranquilo possível.

Além disso, a governança corporativa também tem o papel de conciliar os interesses e as diferenças dos executivos de ambas as empresas, bem como cuida da implementação de um novo modelo de gestão de pessoas e de cultura organizacional que envolva valores e missões diferentes.

Inclusive, é bom destacar o quanto essas análises são sensíveis, principalmente nos níveis executivos das organizações. Ou seja, a governança deve conciliar as diferenças não só das empresas, como também dos sócios e acionistas.

Um exemplo de como a governança é importante é o da fusão da Chrysler e a Mercedes. Apesar de terem portfólios semelhantes, essas marcas tinham mercados bem diferentes, o que afetou suas relações comerciais.

No entanto, o maior problema mesmo foi a falta de integração entre a direção das empresas e da cultura organizacional. E isso se deve, provavelmente, por uma transição inadequada e sem governança.

Quais pontos devem ser pensados durante a fusão e aquisição de empresas?

Dessa forma, a governança corporativa pode ajudar a implementar uma fusão ou aquisição de modo a tornar o processo mais seguro. Para tanto, pode realizar as 8 ações a seguir:

  • realização da avaliação de empresa (Valuation);
  • análise financeira rigorosa, que garanta uma tomada de decisões de maneira adequada e alinhada;
  • planejamento, coordenação e aplicação de due diligence;
  • análise dos requisitos regulamentares cabíveis e das questões tributárias;
  • realização de projeções de crescimento e rentabilidade para os próximos anos;
  • análise das opções de financiamento e linhas de crédito disponíveis para a operação;
  • avaliação de viabilidade de investimentos em novos projetos;
  • análise SWOT e de diferentes cenários.

Como uma consultoria empresarial pode ajudar nas fusões e aquisições?

Uma consultoria pode fazer toda a diferença em um processo de aquisição ou fusão, uma vez que os consultores oferecem um olhar externo ao da companhia. É uma forma de as empresas terem uma visão imparcial sobre as vantagens e desvantagens do processo, além de ser isenta de preferências por uma ou outra organização.

Além disso, os consultores são pessoas experientes nesses processos, conseguindo perceber aquilo que já deu certo ou não em comparação com o histórico de outros negócios.

Mas mais do que isso, a consultoria é capaz de ajudar mesmo em momentos mais delicados da implementação, relacionados com a cultura organizacional e a gestão de pessoas. Ou seja, funciona como uma mediadora, que fará a condução de todo o processo de mudança (change management) de maneira tranquila.

Por fim, é bom destacar que o conceito mais importante em fusões e aquisições é o de sinergia. Dessa forma, as empresas, ao combinar suas operações, podem perceber mais vantagens competitivas, superar concorrências e ampliar suas atividades. No entanto, é fundamental que todo esse processo seja conduzido de maneira adequada, de modo a oferecer tranquilidade para todos os envolvidos.

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