Como fazer disrupção na prática?

Nossa sociedade vive em um ritmo extremamente acelerado. Os consumidores de hoje estão sempre em busca de soluções diferentes para seus novos desejos, bem como de alternativas diferentes para suprir antigas necessidades. Em meio a tantas mudanças, as empresas que não se adaptam com velocidade máxima logo ficam para trás.

Entenda: existe hoje uma urgência pela mudança dos modelos de negócios, uma vez que, atualmente, essa é a única garantia da sobrevivência de uma marca. Provas disso são algumas empresas de grande sucesso que faliram por pura falta de inovação, como a Kodak e a Blockbuster.

Cada vez mais, é preciso saber inovar. Mas não é qualquer inovação que basta. É necessário inovar de forma disruptiva, causando uma verdadeira revolução — interna e externa. Que tal entender mais sobre disrupção e até conhecer algumas práticas para tirar a ideia do papel? Continue acompanhando nosso post para descobrir!

Entendendo o conceito

Carros capazes de dirigir sozinhos, robôs inteligentes que conseguem aprender informações e tarefas para as quais não foram programados, drones usados para fazer entregas em tempo recorde: por mais que essas possibilidades pareçam futuristas, na verdade são exemplos reais de disrupções acontecendo neste momento.

De acordo com o dicionário, uma das possíveis definições para disrupção é o ato de interromper o curso natural de um processo. E é exatamente isso que a disrupção faz no mundo dos negócios: muda completamente o rumo de um mercado ou a forma óbvia como algo seria desenvolvido.

No contexto empresarial, o termo disrupção foi usado pela primeira vez por Clayton Christensen, professor da Universidade de Harvard. Nesse cenário, a palavra é usada para descrever grandes inovações que trazem produtos, processos e formas de uso acessíveis aos consumidores, criando novos mercados de consumidores e desestabilizando as empresas que até então eram líderes de determinado setor.

Conhecendo exemplos

Uma das empresas disruptivas mais conhecidas dos brasileiros é a Uber, companhia que vem revolucionando o transporte e ganhando a preferência de muitos consumidores ao oferecer uma alternativa barata e colaborativa, mas de alta qualidade. Ao mesmo tempo, outras indústrias (como a dos táxis) são desestabilizadas.

Ainda no setor dos transportes, podemos citar o exemplo da Tesla, fabricante de carros elétricos. No início, a empresa chegou a ser alvo de piadas, já que pouca gente acreditava que os veículos movidos a energia elétrica seriam aceitos pelo público. Hoje, a Tesla já é a montadora com maior valor de mercado nos EUA, avaliada em 51 bilhões de dólares.

Talvez você também lembre do YouTube lá atrás, na época em que a plataforma foi lançada. No início, as emissoras de televisão e estúdios audiovisuais davam risada, afinal, ninguém imaginava que o público deixaria de ligar a TV para assistir a vídeos gravados em casa por YouTubers. Atualmente, a plataforma de vídeos cresce em um ritmo alucinante, sendo considerada por muitas pessoas como a nova televisão.

O mais importante a ser extraído desses exemplos é que, hoje, a inovação não é uma vantagem competitiva, mas sim uma necessidade. Foi-se o tempo em que empresas inovadoras simplesmente chamavam a atenção. Atualmente, organizações que não fazem disrupção estão morrendo — e em uma velocidade cada vez maior.

Praticando a disrupção

Ao contrário do que algumas pessoas podem pensar, ideias disruptivas não surgem do nada. Para viabilizar a disrupção dentro de qualquer empresa, é preciso criar um ambiente propício para isso, fazendo com que o negócio tenha um bom ritmo de transformação. A seguir, compartilhamos alguns dos fatores mais importantes para fazer essas mudanças acontecerem. Confira!

Adoção de novas tecnologias

Atualmente, já é óbvio que a forma mais fácil de acelerar mudanças e inovações é por meio da tecnologia. Nesse sentido, podemos adiantar que algumas das tecnologias que mais crescerão nos próximos anos são: Internet das Coisas, inteligência artificial, robótica, realidade virtual, drones e blockchain.

Mas não é preciso reinventar a roda! Muitas vezes, a simples adoção de uma nova tecnologia em uma solução antiga é suficiente para gerar uma disrupção. Um exemplo disso é a utilização de drones para o já conhecido sistema de entrega.

Uso de processos baseados em métricas

Ao mensurar cada aspecto de seus processos, a empresa consegue identificar com muito mais facilidade o que não está funcionando. A partir daí, os pontos falhos podem ser transformados ou mesmo cortados.

É importante lembrar que das maiores dificuldades costumam nascer as maiores disrupções. A necessidade de baratear um processo ou de torná-lo mais eficiente, por exemplo, costuma ser um gatilho para o surgimento de inovações.

Estudo de outros modelos de negócios

Um levantamento da consultoria americana McKinsey trouxe um dado curioso: hoje, as chances de uma empresa perder a liderança de mercado em um período de 5 anos é o dobro de 2 décadas atrás. Isso se deve principalmente ao surgimento de novos modelos de negócios e maneiras diferenciadas de ofertar serviços.

Com esse contexto em mente, é fundamental que qualquer companhia mantenha os olhos bem abertos para novas formas de atuação que possam entregar mais valor para seus clientes, acionistas e parceiros.

Incentivo ao intraempreendedorismo

Já passamos da época em que um bom funcionário era simplesmente aquele que executava tudo o que lhe era pedido. No ritmo atual, a criatividade deve vir de todos em uma organização. É extremamente positivo, assim, incentivar o intraempreendedorismo e o desenvolvimento de projetos alternativos.

Para você ter uma ideia, gigantes como a Google permitem que seus funcionários tenham tempo para projetos paralelos dentro do horário de trabalho. E quem mais se beneficia com isso é a própria Google.

Acompanhamento das mudanças na legislação

A maior parte das ações disruptivas é facilitada pela tecnologia, mas isso não significa que todas as iniciativas tenham a tecnologia como ponto de partida. Para você ter uma ideia, segundo o The Economist Intelligence Unit (EIU), as mudanças em leis e ações regulatórias podem alterar completamente o curso de uma indústria.

Podemos citar aqui o caso do setor financeiro, em que as startups muitas vezes têm dificuldade para lutar contra as regulações que protegem os grandes bancos. Por essas e outras, faz parte do trabalho acompanhar as mudanças de legislação e pressionar o poder público.

Educação do cliente

Quando o consumidor se depara com um produto completamente novo, ele nem sempre sabe como tirar o melhor proveito dele. Ainda há casos em que, mesmo sabendo usar um produto ou serviço, o cliente não desenvolve o hábito de consumi-lo. É papel das empresas educar seus consumidores, criando campanhas que mostrem como é fácil fazer diferente. Destaque os benefícios que o cliente terá ao mudar seus padrões.

Como você viu, a disrupção deixou de ser um diferencial e se tornou obrigação para todas as empresas que querem conquistar ou permanecer na liderança do mercado. Mais que isso, inovar é pré-requisito para sustentar qualquer negócio pelos próximos anos.

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