06.02.2018
Automação de processos: como preparar sua infraestrutura de TI?

Toda empresa busca formas para manter sua cadeia operacional mais integrada e ágil. Nesse cenário, a automação de processos desempenha papel-chave, permitindo que mais rotinas sejam executadas com baixo índice de erros e sem aumento de custos. Quer saber como isso é possível e qual a função da tecnologia nesse sentido? Descubra agora mesmo!

Por que automatizar processos?

Na verdade, existem vários motivos para uma empresa automatizar seus processos. Em muitos casos, os negócios apontam como principal motivação a possibilidade de reduzir custos operacionais. Isso acontece porque, diante da queda no número de erros, a empresa tem uma taxa de retrabalho menor, permitindo que os colaboradores andem para frente em vez de terem que voltar constantemente para apagar incêndios.

No fim das contas, os custos caem como um efeito do aumento da produtividade. Nesse contexto, a companhia passará a executar mais processos usando a mesma quantidade de recursos operacionais — ou, em alguns casos, usando até menos. Assim, sem precisar mexer em sua estrutura, a empresa pode ampliar sua capacidade produtiva, a fim de atender melhor às demandas do mercado.

Isso sem contar que, conforme os serviços são automatizados, a qualidade também se eleva. Com isso, a empresa poderá executar rotinas internas e externas sem erros, com uma padronização impecável. Dessa forma, os clientes terão a garantia de que aquilo que foi contratado será entregue dentro de um nível mínimo de qualidade.

À medida que a empresa automatiza sua cadeia operacional, o nível de inovação também é beneficiado. Como os profissionais conseguirão focar mais em processos estratégicos, haverá mais tempo disponível para testar novas formas de trabalho, alinhadas com as últimas tendências do mercado.

Hoje em dia, a automação de processos é fator estratégico. Afinal, esse investimento coloca a companhia em um lugar de destaque no mercado, fazendo com que ela seja conhecida pela qualidade de seus serviços e por sua capacidade de atender a demandas de clientes com alta performance e baixo índice de erros.

Qual o papel da TI nessa estratégia?

Na busca por uma cadeia operacional mais automatizada, a tecnologia possui um papel primordial, contribuindo para que o empreendimento consiga otimizar suas rotinas com mais precisão e agilidade. Quando ferramentas de TI são adotadas para manter o ambiente de trabalho automatizado, os processos serão executados com maior integração e menores chances de erros.

Um exemplo possível está no Robotic Process Automation (RPA) — processo de automação robótica, em tradução livre. Nesse caso, a companhia emprega robôs para automatizar parcial ou integralmente suas tarefas. Assim, em vez de serem executadas por pessoas, tais rotinas passam a ser feitas a partir de máquinas programadas com softwares de alta precisão.

Na indústria, robôs normalmente são empregados nas linhas de montagem. Assim, peças são instaladas em produtos de acordo com a configuração definida pelo empreendimento, com uma taxa de precisão milimétrica. Mas há também casos em que eles são desenvolvidos como ferramentas de software. Aqui, o robô atuará analisando currículos, mensurando a viabilidade de investimentos ou ajudando em processos bancários, por exemplo, para que as pessoas consigam tomar decisões mais lucrativas e inteligentes.

Em todos os casos, o setor de TI será fundamental para a automatização dos processos internos, entrando para ajudar gestores a identificar o que pode ser automatizado e qual a melhor maneira de atingir esse objetivo. Assim, o potencial dessa estratégia é ampliado, gerando mais lucros para a empresa a médio e longo prazos.

É possível prever a infraestrutura necessária?

Com algum planejamento e conhecimento prévio sobre o que será automatizado, a empresa consegue sim definir uma estratégia inteligente e fácil de ser adotada. Nesse cenário, a infraestrutura para a criação de uma cadeia operacional ágil terá um custo baixo e, ao mesmo tempo, atenderá facilmente a todas as necessidades da companhia.

Ter uma infraestrutura bem planejada amplia os impactos dos processos de automação. Afinal, é por meio dela que os sistemas usados para executar rotinas de forma automática serão não só implementados, mas mantidos. E isso vale tanto para ferramentas locais como na nuvem.

A propósito, o uso de uma infraestrutura de computação na nuvem é uma escolha estratégica, pois centraliza a gestão dos serviços, é mais escalável e cria um ambiente em que é possível ter uma rotina de uso integrado das mais diferentes ferramentas.

Especificamente em relação à escalabilidade das infraestruturas de cloud computing, a lógica é simples: a empresa poderá aumentar ou diminuir a quantidade de recursos disponíveis sempre que necessário, evitando assim gargalos operacionais. Ao mesmo tempo, os custos são reduzidos, uma vez que o pagamento é feito sob demanda e o negócio deixa de gerenciar recursos não utilizados.

Se a empresa conta com um chatbot integrado a várias plataformas, por exemplo, a escalabilidade entra como fator-chave para o sucesso da estratégia do empreendimento. Conforme o uso do robô é ampliado, torna-se crucial aumentar os recursos operacionais automaticamente. Isso impedirá que clientes tenham problemas para solucionar suas demandas e, como consequência, busquem outros canais.

Também é importante contar com um time capaz de gerenciar os serviços de forma inteligente. A automação deve ser monitorada para evitar erros e garantir que tudo funcione de acordo com o esperado. Ao mesmo tempo, correções e atualizações precisam ser feitas rapidamente, conforme a necessidade da companhia.

Precisamos destacar ainda que as políticas de governança, gestão e segurança digital deverão ser modificadas para se adequar ao novo ambiente de trabalho. Com a empresa incorporando mais ferramentas de automação a seu dia a dia, os gestores devem estar preparados para manter a infraestrutura de TI confiável, robusta e segura. Assim, erros serão evitados e as operações continuarão alinhadas com as normas de compliance.

Um ponto a se destacar é o modo como a empresa lida com informações de terceiros. Ao implementar robôs para lidar com esses dados, é imprescindível garantir sua privacidade. Devem ser criados, portanto, controles para que tais informações não caiam nas mãos erradas.

Investindo na automação de processos, o negócio passa a ter lugar de destaque no mercado, com suas estratégias alcançando um maior nível de qualidade e, ao mesmo tempo, adquirindo maior capacidade de atendimento às demandas dos clientes.

Por fim, se quer saber mais sobre o tema e conhecer formas de automatizar seus processos internos, entre em contato conosco!

Colaborou conosco Marcelo de Cillo, Gerente de Sistemas da Vexia. Com mais de 25 anos de atuação na área de Tecnologia da Informação, com foco na área de Sistemas, passou por empresas como Arno, Bombril e Camargo Corrêa, sempre atuando em cargos técnicos e gerenciais em projetos e operação de processos nas áreas de Tecnologia. Graduado em Matemática, pós-graduado em Administração Industrial pela Fundação Vanzolini e com MBA em Governança de TI pelo IPT em São Paulo, Marcelo participou ao longo da sua carreira de importantes projetos de transformação digital.