13.07.2017
10 boas práticas de sustentabilidade nas empresas

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Engana-se quem pensa que o Brasil vive uma crise de natureza meramente econômica. Inegavelmente, o desenvolvimento de um país não pode ser medido exclusivamente pela quantidade de riqueza que ele produz. Já não é de hoje que as preocupações com questões sociais também fazem parte das nossas convicções de um mundo melhor.

Mais recentemente, também começamos a desenvolver diretrizes no sentido de preservar nossa riqueza ambiental. Tema extremamente importante, especialmente para um país com uma enorme biodiversidade como é o caso do Brasil.

Isso não significa dizer, no entanto, que esses valores devem ser cultivados e promovidos apenas pelas autoridades públicas. Trata-se de um dever e uma responsabilidade pulverizada sobre toda a sociedade. Por isso, vamos abordar no post de hoje um tema muito importante nos dias atuais: a sustentabilidade.

O que é sustentabilidade?

O termo sustentabilidade tem sido tão explorado por instituições e pelos meios de comunicação que parece até ter se esvaziado um pouco no quesito relevância. Na prática, porém, sua pertinência está mais viva que nunca. Só é preciso ter um pouco de cuidado e responsabilidade com a abordagem dada ao tema para não tornar o debate raso.

Quando falamos em sustentabilidade, a primeira coisa que passa pela cabeça são as questões ambientais, certo? Entretanto, a sustentabilidade não para por aí! Seguindo uma visão mais contemporânea, a sustentabilidade funciona como um sistema que integra 3 valores fundamentais: as pessoas, o planeta e o lucro — também conhecidos mundo afora como os 3 Ps da sustentabilidade: peopleplanet e profit. Tal sistema foi denominado por John Elkington de Triple bottom line.

Proteção ambiental

Por mais que existam (questionáveis) objeções à cientificidade da tese do aquecimento global, da contaminação das águas, da atmosfera e do solo, não tem como negar: a atividade humana tem sido bastante nociva ao planeta e ao ecossistema que o habita. Assim, se ações corretivas não forem implementadas com urgência, muitas plantas e animais podem estar com seus dias contados. E nós, seres humanos, também não escapamos.

Responsabilidade social

A responsabilidade social é o pilar da sustentabilidade, preocupando-se não apenas com o capital humano da empresa, mas com todas as pessoas que são direta ou indiretamente afetadas pelas operações da instituição. Estão incluídos aí a comunidade local, o consumidor e a sociedade como todo. Nesse sentido, a ação corporativa deve ir muito além de tentar suavizar eventuais impactos negativos que venha a causar à coletividade.

Precisamos pensar em como, dentro das nossas possibilidades, podemos melhorar o mundo para nossos vizinhos, contribuindo com iniciativas que engrandeçam o homem em sua dignidade — seja na educação, na cultura, na segurança, na saúde ou, na verdade, em qualquer outra área.

Prosperidade econômica

A essa altura, você deve estar pensando que implementar iniciativas voltadas para a preservação do meio ambiente e a promoção da qualidade de vida das pessoas pode onerar excessivamente a empresa, a ponto de reduzir sua competitividade no mercado por gerar custos excessivos. Mas saiba desde já: essa visão está totalmente equivocada, uma vez que deixa de fora da equação uma série de benefícios não mercadológicos para o negócio.

Como exemplo, podemos citar o comportamento do consumidor moderno, que pesquisa e investiga informações sobre os valores das empresas antes de escolher os produtos que compra. Além disso, a sustentabilidade já tem um impacto tão grande no mercado que chega a influenciar o valor das ações da companhia! Em outras palavras: ser sustentável é lucrativo! Aliás, se uma empresa não for lucrativa, ela deixa de ser considerada sustentável.

Muitas grandes empresas já estão ganhando bastante dinheiro com práticas sustentáveis, tais como a reciclagem e a economia de água e de energia elétrica. O aspecto econômico também é muito relevante para a sustentabilidade, já que, se gera prejuízo, a iniciativa não dura muito tempo.

Além do mais, se as práticas sustentáveis reduzirem a competitividade do negócio, levando à diminuição do lucro, pode haver reajuste de preço. Aí quem sai no prejuízo é o consumidor, que tem que pagar mais caro, bem como o trabalhador, que pode ser demitido. Sem contar que, nesse cenário, abre-se um espaço no mercado que pode acabar preenchido por empresas que não se importam com o meio ambiente, prejudicando também o planeta.

Como colocar em prática?

Vamos agora a algumas práticas para você ver como não tem mistério? Confira!

1. Avaliar a cadeia de fornecedores

Recentemente, uma das maiores franquias de delivery de pizzas do país anunciou que deixará de comprar ingredientes fornecidos por uma empresa envolvida em escândalos de corrupção. Mas por quê?

A verdade é que a imagem empresarial demora anos para se consolidar e apenas alguns instantes para desmoronar — principalmente na era digital. Isso sem falar que o consumidor está cada vez mais consciente de tudo o que consome. Por essas e outras, a escolha de fornecedores deve ser feita de forma criteriosa, levando em conta os valores sociais, econômicos e ambientais que compartilham com os parceiros comerciais.

2. Gerar empregos em comunidades carentes

O desemprego é uma mazela social que pode ser considerada como a origem de muitas outras. Sem um emprego, a maior parte das pessoas não tem acesso a uma renda estável, fazendo com que famílias não tenham acesso moradia, vestimentas e alimentação adequadas. Tudo isso aumenta inclusive os índices de criminalidade.

3. Diminuir o uso de papel

O avanço da tecnologia permite que utilizemos cada vez menos papel e, consequentemente, contribuamos cada vez menos para as emissões de gases poluentes e a derrubada de árvores. Se for extremamente necessário, dê preferência ao papel reciclado.

4. Tirar a certificação ISO 14001

Tem crescido muito, dentro e fora do Brasil, o número de empresas com a certificação ISO 14001. E é absolutamente inegável a vital importância do treinamento e da informação nesse processo de transformação dentro da empresa.

5. Adotar a iluminação de LED

O tipo certo de lâmpada pode fazer com que a empresa use menos energia elétrica, gerando benefícios para o planeta e também para seus cofres.

6. Promover a transparência com o público interno

A comunicação eficiente, direta e transparente com os colaboradores, chamando-os para que se inteirem dos assuntos da empresa, é uma prática simples que pode ajudar bastante a melhorar o clima organizacional. Isso pode conduzir ao aumento na produtividade dos funcionários, refletindo, consequentemente, na lucratividade da empresa.

7. Usar equipamentos ecoeficientes

Geralmente, equipamentos mais antigos consomem mais energia. Assim, a troca por ferramentas mais modernas, com selo de consumo A, pode ajudar o planeta e ainda economizar bastante dinheiro para a empresa.

8. Estimular o transporte coletivo

Disponibilizar um ônibus da empresa para realizar o transporte diário dos funcionários pode melhorar (e muito) a qualidade de vida dos colaboradores e a estima que eles têm pela empresa. Além disso, essa medida reduz a emissão de poluentes gerados pelos carros de passeio e ainda melhora o trânsito da cidade! Se isso não for possível, que tal ao menos estimular um programa coletivo de caronas?

9. Desligar os equipamentos

Sabia que muitos equipamentos (como computadores e eletrodomésticos) consomem uma significativa quantidade de energia até mesmo quando são mantidos em modo stand by? Assim, desplugá-los da tomada também pode reduzir o consumo de energia elétrica da empresa.

10. Buscar fontes alternativas de energia

Sempre que possível, dê preferência ao uso de energias limpas — como é o caso da energia solar e da eólica. E se, por um lado, o investimento financeiro é de longo prazo, os benefícios do ponto de vista da sustentabilidade são imediatos!

Por fim, vale destacar mais uma vez: não faz muito sentido falar em sustentabilidade social de forma isolada, assim como também não devemos pensar apenas na proteção ao meio ambiente. Todos esses valores estão unidos por uma virtude chamada generosidade, que faz aflorar em nós o que há de mais humano.

E então, gostou do nosso post? O que acha de compartilhá-lo em suas redes sociais e engrossar o coro da sustentabilidade com sua voz?